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Grandes Diretores

Kieślowski - O poeta das cores

Por: Delano Brandelli Pieta
01/09/08

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Clique para AmpliarKrzysztof Kieślowski nasceu em Varsóvia, na Polônia, em 27 de junho de 1941. Seu envolvimento no mundo da sétima arte começou na Escola de Teatro e Cinema de Lodz, por onde passaram nomes como Roman Polanski e Andrzej Wajda.

Depois de concluir a faculdade, o jovem diretor começou a produzir documentários. A vida dos trabalhadores e dos soldados era o foco principal desses filmes. A narrativa dos documentários passou a influenciar os primeiros filmes de ficção do diretor. “A Cicatriz”, “Blind Chance” e “Amador” são exemplos desse estilo.

Mais tarde, Kieślowski realizou para a TV Polonesa uma série de filmes baseados nos Dez Mandamentos. A série se chamava Decálogo, e consistia em um filme por mandamento, todos tratando de conflitos morais. Dois deles foram posteriormente produzidos e transformados em longa-metragens: “Não Matarás” e “Não Amarás”. A forma de contar a história muda nesta fase. O diretor passa a usar uma quantidade mínima de diálogos, concentrando-se no poder da imagem e das cores. As palavras são substituídas pela poesia da imagem.

Os quatro últimos filmes do diretor foram realizados através de uma produção francesa: “A dupla vida de Veronique”, estrelado por Irène Jacob, e a “Trilogia das Cores” (A Liberdade é Azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha). A trilogia das cores foram os trabalho que deu um maior sucesso comercial ao diretor. São baseados nas cores da bandeira francesa e no slogan da revolução do país. O toque de Kieślowski está na sua representação das palavras liberdade, igualdade e fraternidade e na forma que as cores dão ao ambiente psicológico da história. Outro ponto interessante é reparar no cruzamento de elementos em comum entre os três filmes. Considerados por críticos e especialistas em cinema como as obras-primas do diretor polonês.

Depois do último filme da trilogia, o diretor anunciou a sua aposentadoria devido ao fato de estar cansado de fazer cinema. Porém, começa a escrever o roteiro da trilogia “Paraíso, Purgatório e Inferno”, baseada na Divina Comédia, de Dante Alighieri. Kieślowski morre em 13 de março de 1996, aos 54 anos, sem concluir as últimas obras. Em uma espécie de homenagem, em 2002, Tom Twyker filma o roteiro de “Paraíso”, idealizado pelo diretor polonês.


Alguns filmes de Kieślowski

1979 – Amador
1985 – Sem Fim
1987 – O Azar
1988 – Não Amarás
1988 – Não Matarás
1989 – O Decálogo
1991 – A Dupla Vida de Veronique
1993 – A Liberdade É Azul
1994 – A Igualdade É Branca
1994 – A Fraternidade É Vermelha



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